terça-feira, 18 de maio de 2010

Ser gestor é uma opção

O conselho escolar é uma necessidade histórica da sociedade que vem ganhando força com o fortalecimento dos movimentos sociais e no governo, onde há uma gestão democrática. Como se forma um conselho?Em Primeiro lugar,a comunidade tem que desejar. Não podemos formar conselho para ser apenas órgão fiscalizador. A comunidade sente a necessidade porque reconhece a importância do conselho escolar. Pra formar é preciso ter um representante de todas as categorias, ou seja, de todos os segmentos da escola pra que ele possa ter legitimidade. Tem que ter obrigatoriamente o representante dos pais, que são responsáveis por aqueles alunos e também da comunidade escolar, ou seja, os movimentos sociais que existem em torno da escola. O gestor da escola é membro nato do conselho escolar, eles não passam pelo processo seletivo, porque já são gestores da escola e, como gestor dentro do processo, não poderiam estar de fora.
O mandato dos conselhos escolares tem validade de dois anos, que poderá passar por um novo processo eletivo por mais dois anos. Quanto ao número de membros do Conselho, é muito relativo e depende do número de alunos e de servidores de uma escola. Por exemplo, se nós temos uma escola com dois mil alunos, nós vamos precisar de um conselho que terá no mínimo três representantes de cada categoria, cada categoria com seus suplentes. Porque no impedimento legal do titular o suplente acabará assumindo.
Existe uma cobrança da comunidade em cima dos conselhos sobre a disponibilidade de tempo. Muitos alegam não ter tempo para estar conduzindo as questões do conselho. Mas nós sabemos que é uma lei nacional. Historicamente, o conselho escolar é um voluntariado, não existe uma rubrica para que se possa pagar um conselheiro. Compreende-se que ser conselheiro da escola é uma opção político-pessoal, de intervenção dentro de uma comunidade, de colaborar com a construção e com a melhoria da educação. E para aceitar ser do conselho escolar você tem que estar predisposto a isso.
É a comunidade que determina quem deve ser conselheiro. Em tese, é preciso estar com uma conduta correta para ser conselheiro. Essa é a lógica, já que ele é uma afigura que deve ser respeitada pela comunidade escolar. Então o requisito básico é a própria conduta enquanto cidadão. Um dos seus requisitos é o seu compromisso com a sociedade de querer a melhoria da educação. O representante do conselho escolar tem um papel fundamental, ele vai ser ouvido, aquele que acompanha que aconselha que propõe.Nas eleições diretas para diretor, o papel do conselho é fundamental. É o conselho que vai puxar a eleição. È o conselho que vai formar a comissão eleitoral. Ele quem vai dar o tom dessa eleição, que vai ajudar essa comissão a construir essa comissão eleitoral, que vai comunicar a sociedade, a comunidade escolar da importância da gestão democrática dentro dos espaços escolares. O conselho tem um papel fundamental, preponderante que é uma das condições pra que tenha eleição é a escola ter um conselho. Sem o conselho não tem eleição.
A comunidade escolar precisa refletir e reconhecer a importância do conselho escolar como elemento propiciador para a melhoria da qualidade da educação, pra melhoria das relações humanas dentro da escola, da vivência, das conquistas da escola, considerando que o conselho tem todas essas funções. Eu diria pra escola, para aquele gestor que tem medo do conselho, que acham que é uma perda de poder, que se desarme desses medos, que o conselho só vai trazer benefícios para a gestão. É muito bom para o gestor dividir as responsabilidades, poder compartilhar os seus problemas e celebrar as suas conquistas.
O gestor deve encarar o conselho escolar como um ganho político muito grande, um ganho para sua gestão profissional, para sua postura, para o seu respaldo diante da comunidade. Gestor que ainda imagina que conselho seja uma ameaça pra sua gestão ele precisa rever o seu papel; então ele não é um gestor democrático, ele não compreende o seu papel. A escola pública não é particularidade de ninguém. Eu não sou o dono da escola. Enquanto gestor, eu sou alguém que está lá a serviço da sociedade, que ainda vê na escola o seu único espaço de ascensão social. É aquela comunidade que vê na escola a possibilidade, porque a escola, para muitos, é a única referência com o mundo da cultura e da informação. O diretor da escola é apenas um servidor público, e quando eu digo apenas eu não estou minimizando o cargo, eu estou dizendo que ele está a serviço dessa comunidade. Então ele precisa ser respeitado e ter claro que ele é um servidor público. E ser gestor de escola é uma opção.

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